Título

Família Depois de 15 anos de sucesso com o parceiro Hique Gomez, no consagrado espetáculo Tangos e Tragédias, Nico Nicolaiewsky, que participou do grupo Musical Saracura no final da década de 70 e início da década de 80, lança este seu primeiro trabalho solo.
Romântico incorrigível, através de suas músicas Nico desperta no ouvinte a sensação gostosa de sonhar acordado, a certeza de que ainda há coisas boas pra se curtir na vida e, principalmente, que o amor vale a pena.


Nico é a cara de Porto Alegre
Nico Só um show para o lançamento do primeiro CD solo de Nico Nicolaiewsky foi pouco. O público que lotou a platéia do Theatro São Pedro pôde conferir sua oportuna decisão em retomar o lado de compositor.
Com a Inédita Schafran, revelou sua atual fase: um compositor ligado à atualidade de seu tempo, em ritmo de globalização, Internet e às imagens dos muitos canais disponíveis na TV, mas com o pé cravado nas raízes. Nico continua com a cara de Porto Alegre.
O clima do espetáculo lhe deixou à vontade na presença dos fãs e amigos que vibraram com seu retorno à composição. Ao cantar o hino do Instituto de Educação e as músicas do Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho mostrou a verve cômica, já conhecida nos tempos do Saracura e que segue com o Tangos e Tragédias. Esteve ótimo também ao interpretar canções já conhecidas como o Poeta Analfabeto, em ritmo de rap, Feito um Picolé no Sol e Canção das Mulheres do Harém de Lampião.

Valquíria Rey
Jornal Correio do Povo
18 de setembro de 1996


Valsas de Nico merecem mais do que culto
Show O Brasil é o País dos contrastes mesmo. O palhaço mambense Tiririca, sem graça, sem talento e com uma boa dose de cara-de-pau é sucesso nacional. Nico Nicolaiewsky, bem-humorado, inteligente, refinado e boa-praça lançou um álbum independente que não deve passar de disco de culto e se apresentou para pouco mais de 500 pessoas no Theatro São Pedro, na terça. Merecia muito mais.
Menos mal que o talento de Nico tenha encontrado o reconhecimento na pele do maestro Pletskaia, de Tangos e Tragédias. Até por isso o ex-integrante do Saracura pôde gravar um anacrônico - e ótimo - disco de valsas. E levar para o palco do mais suntuoso teatro gaúcho uma banda cuja formação é um baterista (Fernando Pezáo, também ex-Saracura), um pianista e tecladista (Arthur de Faria) e um tocador de tuba (Marco). Nico cantou e tocou acordeão e piano.
Com um belo jogo de luzes de fundo de palco e uma presença cênica de quem está há 12 anos em cartaz - com destaque para o hilariante Arthur de Faria em noite de O Rei do Gado, com direito a dança de salão e colete fake de couro de vaca -, Nico fez um show leve, sensível e descompromissado, o que até desculpa algumas imprecisões instrumentais.
O repertório foi eclético sem cair na futilidade. Teve Saracura (Flor, com participação de um inseguro Sílvio Marquez), canção iídiche, sucessos locais (Feito um Picolé no Sol, aplaudidíssimo), versão para Infinita Highway, dos Engenheiros do Havaii, brincadeira infantil - Quem tem medo do Lobo Mau? -, hino de colégio - Nico relembrou os tempos em que estudou no Instituto de Educação Flores da Cunha, noutro dos melhores momentos performáticos do show - e algumas novidades. Shafran, a melhor das novas composições de Nico, ganhou até bis. O show de lançamento de Nico Nicolaiewsky, o CD, bem que podia ser repetido. Mas o álbum ainda está nas lojas, ao seu alcance.

Marcelo Ferla
Jornal Zero Hora
19 de setembro de 1996


Clique aqui para solicitar a compra do CD de Nico Nicolaiewsky.

Veja aqui Poeta Analfabeto, canção de abertura do CD.


[Tangos e Tragédias] [Sbørnia] [A.S.C.O.] [Sbørnia Recørds] [Livro de Visitas] [E-Mail]
[Hique Gomez]


Copyright © 1996 - 1999 Sbørnia Recørds